A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 28/09/2020
‘‘Sem um fim social, o saber será a maior das futilidades’’. Tal citação do pensador, Gilberto Freyre, remete à importância da transmissão de um conhecimento de mundo nas mudanças sociais. Nesse contexto, destaca-se a educação financeira, essencial na formação do cidadão, seja no desenvolvimento da economia pela nova geração, seja pela desconstrução de hábitos consumistas na atualidade. Logo, cabe a análise dessa questão, em prol da contemplação dessa matéria nas escolas.
Convém ressaltar, mormente, a influência do indivíduo no funcionamento da esfera econômica quando ele aprende a utilizar o dinheiro corretamente. Segundo o Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, o Brasil é um dos piores países para abrir uma empresa. Nesse viés, é lícito afirmar o papel da educação financeira na diminuição de tal problemática, posto que o homem, ao possuir sabedoria o suficiente no investimento do capital, passará a ter facilidade em relação ao seu envolvimento em transações comerciais. Assim, gera-se uma melhoria nos dados relativos à economia do país, em razão do aumento da criação de entidades financeiras privadas, comprovando uma tese kantiana, a qual constata a educação como processo formador das ações do ser humano, nesse caso, no tópico econômico.
Um outro ponto a ser comentado consiste na diminuição do consumismo a partir do ensino da temática financeira à população. De acordo com o economista, Ludwig Von Mises, o indivíduo, quando em liberdade, age visando à maximização de sua felicidade. Sob essa ótica, é notória a aplicação desse princípio na atual sociedade de consumo, em que o indivíduo, aproveitando a diversidade de produtos surgidos com a vigência do Capitalismo, passa a consumi-los exageradamente. Dessa forma, verifica-se a necessidade da educação financeira na minimização desse quesito, uma vez que ela proporcionará a tomada de consciência humana frente aos interesses da indústria, como a poupança de gastos, melhorando a qualidade de vida do cidadão. Portanto, é substancial a reversão desse quadro, com o auxilio de competências superiores.
Depreende-se, pois, a premência em garantir o acesso da temática financeira à sociedade verde-amarela. Sendo assim, urge que o Ministério da Educação torne o ensino desse conteúdo uma matéria obrigatória nas escolas. Isso será feito por meio da inserção dele na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), a fim da promoção de aulas destinadas à sua contemplação, que incluirão professores formados em Economia, incentivando o aprendizado do aluno, desde a tenra idade, a administrar suas finanças e evitar colapsos financeiros. Dessa maneira, esse saber não se constituirá como futilidade, auxiliando no desenvolvimento individual e socioeconômico, remetendo à ideia de Gilberto Freyre.