A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 29/09/2020

O livro “O homem mais rico da Babilônia”, de autoria do escritor George Samuel Clason, reúne diversas parábolas que remetem ao cenário da próspera Babilônia e abordam conhecimentos sobre finanças pessoais. Em contrapartida à narrativa, no Brasil, a discussão da aprendizagem sobre o planejamento financeiro pelos jovens tem valorização mínima e necessita de impulsos para sua ascensão. Nesse sentido, vale analisar como a indiligência do corpo social é causa ímpar desse panorama, além dos impactos que essa lacuna educacional  pode acarretar na sociedade brasileira.

Convém ressaltar, em primeiro plano, a negligência dos cidadãos, sobretudo por parte dos membros da família, ao não incentivar o acesso da educação financeira às crianças e aos jovens. Essa problemática decorre da compactuação da população  com tradições já arraigadas, que menosprezam a informação sobre finança aos pequenos. Contudo, é evidente que a idade tenra é fase fundamental de desenvolvimento do indivíduo e adequada para inserção de temas pertinentes - como introdução aos mecanismos de poupança e investimentos - na consciência do menor. Para o sociólogo Jurgen Habermas, “a sociedade é dependente da crítica às suas próprias tradições”, por isso, infere-se a necessidade de reflexão e transfiguração de tais práticas enraizadas.

Outrossim, é fulcral pontar as consequências que a carência da educação financeira, com ênfase, no que tange ao descaso da família, provocam no panorama social e econômico brasileiro. Nesse sentido, pais que não habituam seus filhos às práticas monetárias impedem a formação plena deles e, assim, podem gerar indivíduos endividados e inadimplentes, sem sucesso financeiro, profissional e pessoal. Além disso, a privação desse tipo de informação pode afetar a inserção no mercado de trabalho e a vida em coletividade do jovem. Portanto, ao parafrasear o psicólogo brasileiro Içami Tiba, é evidente que a educação não pode ser delegada apenas à escola, uma vez que a família é essencial para combater a insciência financeira.

Em suma, depreende-se a necessidade de alteração de hábitos que distanciam a população brasileira das informações sobre economia. Dessarte, os pais ou responsáveis dos jovens devem instigar o conhecimento sobre finanças pessoas - com suporte das escolas, a partir da introdução da matéria na Base Nacional Comum Curricular -, por meio de práticas como a mesada e cofre de poupança, além da discussão acerca de situações cotidianas que envolvam o dinheiro. Desse modo, alcançar-se-á a formação de cidadãos financeiramente educados e em harmonia nacional.