A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 30/09/2020
Segundo o sociólogo Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco a sociedade muda”. Nessa visão, é possível evidenciar a relevância do ensino, incluindo o sobre finanças, para a ocorrência de transformações sociais no Brasil hodierno. Isso acontece, pois, a negligência desse conhecimento, leva ao agravamento da desigualdade social e ao desenvolvimento de doenças emocionais, como a depressão, nas pessoas endividadas. Assim, algumas medidas são necessárias para educar os cidadãos acerca do manuseamento adequado do dinheiro.
Em primeiro lugar, é relevante destacar que o conhecimento acerca da educação financeira pelos indivíduos tende a reduzir o acúmulo de dívidas. Sob esse cenário, o sociólogo Karl Marx caracteriza os cidadãos como sendo o produto do meio que estão inseridos. Essa visão se materializa no cenário atual brasileiro, em que é perceptível as consequências da negligência do ensino financeiro oferecido pelo Estado, que tende a desregular o consumo dos indivíduos ignorantes e os fazem acumular dívidas. Nesse contexto, ocorre o agravamento da desigualdade social, o que é um problema, pois marginaliza uma parcela populacional, deixando-a à mercê de uma vida com qualidade e repleta de realizações pessoais. Por fim, urgem transformações que modifiquem essa realidade.
Em segundo lugar, os cidadãos com endividamentos tendem a desenvolver doenças emocionais. Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, “Saúde” não pode ser definida apenas como a ausência de patologias, mas como um estado de bem-estar físico, mental e social. Isso reforça a importância da educação financeira no Brasil, visto que, com sua ausência, os indivíduos tendem a acumular dívidas bancárias, que crescem exponencialmente, e são cobrados incansavelmente pelo pagamento. Essa situação contribui para o desenvolvimento de doenças psicossomáticas, como ansiedade e a depressão nos endividados, o que afeta a qualidade de vida que possuem. Dessa forma, são essenciais a implementação de medidas que revertam a problemática em questão.
Portanto, é evidente a necessidade de intervenções para resolver o impasse. Destarte, o Ministério da Saúde deve fazer palestras educativas semestrais, apresentadas pelos acadêmicos do curso de Economia das universidades federais, em todas as escolas do país, com o objetivo de alertar os jovens acerca da importância do controle monetário em virtude da manutenção da qualidade de vida e da ascensão social. Paralelamente, a mídia deve exibir campanhas em rede nacional que informem a população ativa sobre as doenças emocionais causadas pelo endividamento, como a depressão, incentivando-os a regrarem os gastos financeiros. Sendo assim, a educação cumprirá um papel transformador na sociedade brasileira, ideal como defendido pelo sociólogo Paulo Freire.