A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 05/10/2020

No filme “até que a sorte nos separe”, o protagonista ganhou na loteria mais de uma vez e, apesar da alta quantidade de dinheiro, faliu em todas. Concomitante a isso, apesar de parecer impossível, é muito frequente no Brasil: a ausência de uma educação financeira nos colégios e a persistência de uma cultura consumista perpetuam tal problemática. Perante a realidade abordada, nota-se a necessidade de resolver o imbróglio no âmbito educacional.

Em primeira instância, é irrefutável o atraso do Brasil em relação a países como os Estados Unidos, que adota a educação sobre finanças desde o ensino infantil. Além disso, segundo o SPC Brasil, em apenas 69% dos lares é abordado sobre o viés financeiro, eis a importância de acrescentar a matéria à grade escolar. Diante da negligência ao assunto, é notório a desorganização e descontrole para com o dinheiro, resultando em um país despreparado.

Ademais, é indiscutível a cultura do consumismo no Brasil, evidenciada pelo ditado popular “melhor sobrar do que faltar”. Tal discurso consumista e irrelevante revela a precariedade no ensino acerca do dinheiro e sua importância. Outrossim, é relevante ressaltar que apenas 30% dos brasileiros são poupadores ativos e possuem uma reserva financeira para alguma situação atípica em alguma das áreas de suas vidas.

Destarte, é imprescindível a resolução da precariedade na educação financeira, a fim de evitar que o ocorrido no filme supracitado se repita. Por conseguinte, é importante que o Ministério da Educação implante uma matéria com relação às finanças nos colégios, por meio de um projeto de lei que deve ser entregue à Câmara dos Deputados, com o intuito de alcançar o proposto por Pitágoras: “educai as crianças e não será preciso punir os homens”. Por fim, é indubitável a necessidade da educação no contexto hodierno e a finalização da mentalidade consumista por meio do projeto de lei citado.