A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 10/10/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas - ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que é colocando em lei, uma vez que a educação financeira é fundamental para o desenvolvimento econômico do cidadão, a falta de debate na esfera familiar e escolar impossibilita de uma parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, é necessário que subterfúgios seja encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Precipuamente, é notório que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Todavia, ocupando a nona posição da economia mundial, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Conquanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido na falta da educação financeira na rede básica de ensino brasileiro, diferente da situação de países desenvolvidos. Assim, com a ausência desses estudos e os créditos facilitados, a população esta insenta de criticidade e descernimento para administrar financias, resultando no alto nível de desigualdade social proveniente dessa falta. Com isso, o bem-estar do brasileiro decai, tornando-se mais estáticos e a economia ficando menos dinâmica, resultando em uma sociedade susceptível a crises, como o que ocorreu em 2008.
Faz-se mister, ainda, salientar a má gestão financeira como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, estimativas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) cerca de 44% da população adulta do Brasil terminou 2018 com contas atrasadas e CPF negativados. Consequentemente, afeta de forma negativa o sistema previdenciário e o das empresas, aumentando os níveis de desemprego. Dessa forma, o endividamento se torna um dos fatores para a instabilidade nas relações econômicas.
Infere-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Logo, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação, promover uma reforma do sistema educacional, inserindo na grade matérias como economia e política, bem como a realização de campanhas e palestras tratando da importância dessa educação para nosso cotidiano. Nesse sentido o fito de tal ação é torná-los cidadãos mais conscientes. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o pensador “na mudança do presente a gente molda o futuro”.