A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 20/11/2020

No ano de 2018, aproximadamente 62,6 milhões de brasileiros tiveram seu nome anexado a lista de devedores do SPC. Quando comparado ao número de negativados de abril de 2016, pode-se observar que o número aumentou em 3 milhões no período de 2 anos, o que demonstra, logo, a urgência de se debater propostas para solucionar o problema financeiro que vem acometendo cada vez mais brasileiros.

Em primeiro lugar, é necessário destacar que os brasileiros não recebem formalmente nenhuma orientação financeira nas escolas. Mesmo que esteja prevista a inserção da Educação Financeira na grade curricular tanto do Ensino Médio, quanto da Educação Infantil e Fundamental, de acordo com o PL 7313/2017, a proposição não se verifica na prática. Prova disso são as tantas instituições de ensino, públicas e privadas, que ainda não incluíram a disciplina em suas grades curriculares. Sendo assim, os estudantes apresentam-se desfavorecidos de indicação financeira, que está, como já citado, previsto em lei.

Em seguida, deve-se salientar que a educação financeira, a longo prazo, pode ajudar os brasileiros a não mais se endividarem, mas a começarem a pensar o dinheiro que lhes é dado de uma forma realista, ajudando-lhes a pensar formas de tirar seu nome do SPC, bem como a ajudá-los a estabelecer uma melhor administração no rendimento do cidadão educado.

Conclui-se, portanto, que o Governo Brasileiro deve pressionar o Ministério da Educação para que esse, então, fiscalize rigorosamente a aplicação prática da lei já aprovada em Congresso, de nº 7313/2017, com a finalidade de verdadeiramente cumprir com as propostas anteriormente aprovadas pela Câmara. Com esta melhor fiscalização, os colégios brasileiros serão finalmente obrigados a instituir a disciplina de Educação Financeira; que garantirá, a partir de então, a autonomia e inteligência econômica ao cidadão.