A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 25/11/2020
O Super-Homem, idealizado pelo célebre filósofo Nietzsche, caracteriza o indivíduo capaz de livrar-se das amarras sociais. No entanto, quando se analisa a importância da educação financeira na vida do cidadão, para minimizar o consumo exacerbado, percebe-se que o ideal proposto pelo autor está distante da realidade. Necessidades como essas são potencializadas ora pela inércia estatal, ora pela má formação socioeducional do brasileiro.
Em primeira análise, fundamentando-se na Teoria do Corpo Biológico, proposta pelo sociólogo Émile Durkheim, a sociedade atual funciona como um corpo humano: é necessária a atuação de todos os órgãos em prol do seu pleno funcionamento. Contudo, o Poder Público configura-se como um órgão falho, dado que os investimentos destinados à ministração de propagandas e de palestras que enalteçam a importância da educação financeira e os modos de amenizar o consumo, são ínfimos. Por conseguinte, sem o devido amparo governamental, muitos cidadãos tornam-se endividados e gastam mais do que o poder aquisitivo que possuem, gerando um desequilíbrio econômico e social.
Outrossim, a má formação socioeducacional do brasileiro é um fator determinante para a permanência desse impasse. Nesse viés, o historiador David Hume, afirma que a principal característica que difere o ser humano dos outros animais é o seu pensamento. Sob essa óptica, algumas instituições de ensino, vão de encontro ao pensamento do historiador, uma vez que possuem um ensino pragmático e pouco preparam os indivíduos para um desenvolvimento aprazível em sociedade, visto que esse âmbito possui a função de ativar a criticidade e disseminar problemas do cotidiano, como a educação financeira para que os jovens possam desenvolver o discernimento e o hábito de cuidar do próprio dinheiro desde cedo. Com isso, muitas escolas repassam apenas aquilo que é pautável e, consequentemente, sem esse devido incentivo escolar, os cidadãos brasileiros podem chegar a fase adulta com grande risco de ficar inadimplentes.
Diante do supracitado, medidas são necessárias para que haja a mitigação desse impasse. Para tanto, urge que o Estado aliado à mídia promova campanhas de conscientização acerca da educação financeira, em especial para os jovens, por meio da contratação de especialistas no assunto para orientar a população, com o intuito de que menos pessoas possam ficar endividados. Ademais, é importante que as escolas insiram nas grades curriculares palestras acerca da importância da educação financeira, por intermédio de atividades lúdicas e teóricas ministrada por um gestor financeiro, com a finalidade de que os jovens possam ministrar de forma consciente suas finanças. Com isso, o ideal de Nietzsche será concretizado.