A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 04/11/2020
A partir de 2020, o Brasil, assim como os demais países, sofreu diversos impactos negativos causados pela pandemia. Dentre eles, os efeitos sobre a economia sobressaíram-se, uma vez que causou o fechamento de diversas empresas e, consequentemente, gerou um aumento no índice de desemprego na nação. Sob essa perspectiva, é valido analisar a importância da educação financeira na sociedade, haja vista que, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a taxa de inadimplência entre adultos e idosos é de quase 30%. Por isso, verifica-se que a carência do ensino financeiro não apenas exerce impactos negativos no desenvolvimento econômico do cidadão, mas também representa um descompromisso do governo em relação ao povo.
Em primeiro lugar, ressalta-se os impactos da falta do ensino de finanças no corpo social. Nesse sentido, sem a educação, conforme Paulo Freire, não é possível fazer mudanças efetivas na sociedade. Dessa forma, a escassez de acesso à instrução financeira desde a infância é um entrave para o avanço econômico dos cidadãos, visto que esses não sabem como lidar de forma adequada com as suas despesas. A título de exemplo, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mais de 40% dos adultos terminaram o ano de 2018 com as contas atrasadas. Isso posto, acentua-se a relevância da implantação da educação financeira na educação básica.
Além disso, salienta-se a negligência do governo quanto a esse ensinamento. Nesse contexto, a Constituição Federal do Brasil assegura que é dever do Estado fornecer o acesso à educação a todos os cidadãos, entretanto, apenas em 2020 foi promulgada uma lei que considera obrigatória a pedagogia financeira nas escolas. Frente a isso, o governo falha com a população em sua incumbência de garanlir-lhe o acesso a esse direito essencial, dado que muitos estudantes não têm essas aulas. Como prova disso, consoante a OCDE, mais de 50% dos jovens brasileiros não possuem conhecimento básico acerca de economia. Logo, explicita-se a necessidade de ações governamentais nesse cenário.
Em suma, a educação financeira é essencial para a evolução econômica do cidadão, mas sua falta na nação representa uma incúria por parte do governo. Logo, cabe ao Ministério da Educação, como órgão responsável pela educação do povo, por meio da aplicação monetária, contratar profissionais, a exemplo de economistas e de financistas, para educar financeiramente os indivíduos nas escolas, a fim de instruí-los quanto ao manuseio das despesas cotidianas. Ademais, ele deve, mediante veículos de amplo alcance, como a televisão e as redes sociais, promover campanhas que eduquem a população em relação aos gastos financeiros, com o fito de reduzir a taxa de inadimplência no país. Assim, espera-se promover a educação financeira no Brasil, que tem um papel importante na vida do cidadão.