A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 15/11/2020
“Se a educação não muda o olhar coletivo, sem ela tampouco a sociedade muda”. Na ótica do educador Paulo Freire, o ensino financeiro é de suma importância para a vida dos indivíduos, pois essa área está sempre presente no cotidiano, na qual as escolas pecam em não administrar tal matéria, isto é, gera uma coletividade despreparada para o mundo das finanças. Ora, uma imagem de desleixo e, sobretudo, omissão que apadrinha o futuro.
Essa assertiva deriva, em especial, do papel apática do âmbito educacional nessa temática. Na dialética de Lya Luft, na sua obra “Alegres e Ignorantes”, postulou, “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. Sob esse viés, quando os colégios não enxergam a educação financeira com prioridade, gesta-se uma geração de embrutecidos, relegados ao limbo da desinformação, e não menos perigoso a vulnerabilidade social como a mau administração do seu dinheiro e, por tabela, o descuidado em entrar em golpes que já está com uma descomunal presença hoje. Logo, se essa formação não sensibiliza o ambiente escolar, o subdesenvolvimento padece no ulterior.
Por sua vez, outro vetor é a pífia ação do Poder Público nessa esfera. De acordo com a Constituição Federal de 1988 que garante a todos os indivíduos educação de qualidade, em contrapartida, o Governo não efetiva tal princípio, uma vez que ele não incentiva os indivíduos e, por extensão, não disponibiliza meios para que essa temática seja uma realidade brasileira nas instituições de ensino, assim, gera uma sociedade carente de conhecimento financeiro e o país recorre ao descaso. Nesse sentindo, é fulcral que o Estado reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto, que nessa problemática o ambiente de ensino deve ampliar a tarefa de discussão acerca dessa área, por meio de debates entre alunos e professores e, sobretudo, palestras coordenadas por profissionais inseridos nessa causa, a fim de atribuir a matéria financeira como obrigatória no currículo escolar e fomentar a consciência dos alunos. Ademais, o Estado precisa tonificar os investimentos para essa mazela, por intermédio de verbas destinadas para tal assertiva e, por tabela, incentiva o interesse da sociedade para esse ramo, com o intuito de barrar o percusso de todo o caos. Dessa forma, para que a citação de Paulo deixe de ser uma realidade brasileira.