A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 19/11/2020

No início do século XX, o Brasil passou a aderir à Revolução Industrial. No entanto, essa prática originou-se a produção em série e consumo em massa, sendo assim, a população passou a gastar mais e com a ausência da educação financeira no cotidiano deles, contribuiu para uma população endividada. Sob esse viés, torna-se necessário averiguar acerca da falta de cuidado em ensinar as crianças a aprender corretamente o manejo do dinheiro e o consumo excessivo dos indivíduos na sociedade.

A princípio, é válido frisar a negligência dos pais na colaboração da instrução financeira na vida dos infantes. Diante disso, o filósofo grego Pitágoras, defende que é preciso instruir primeiramente as crianças, para que não seja necessário corrigir os adultos. Nesse sentido, quando na infância não é ensinado a importância da autonomia para administrar o dinheiro, consequentemente, na vida adulta não terão noção de como se planejar financeiramente. Assim, consta-se que o descaso da família, a dedicar minimamente no ensino financeiro de seus filhos, dificulta a organização de suas despesas futuramente.

Simultaneamente, percebe-se que os gastos excessivos das pessoas prejudica a uma estabilidade financeira. Isso ocorre, porque, em alguns casos, a população compra compulsivamente e não consegue pagar os seus débitos. Esse contexto, relaciona-se com o pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, que a sociedade pós-moderna, a condição indispensável à vida é o consumo. Dessa maneira, como consequência da falta de educação financeira pode ocasionar nos indivíduos o estresse, a depressão e outros problemas de saúde.

Dessarte, fica clara a necessidade de popularizar a educação financeira devido aos seus benefícios para a sociedade brasileira. Portanto, o Ministério Público, órgão encarregado em defender a ordem jurídica o regime democrático e dos interesses sociais e individuais, deve ampliar ações que auxiliem os consumidores na administração dos seus rendimentos. Isso será feito, por meio de palestras e oficinas de renegociações de dívidas, em parcerias com os agentes financeiros, a fim de ajudar a população a regularizar o seu débito. Dessa forma, será possível a construção de uma comunidade mais responsável e consciente em relação ao dinheiro.