A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 28/12/2020
A educação é um direito universal, garantido na Constituição Cidadã, oficializada em 1988 no Brasil. Entretanto, educar não está restrito ao que se exige na escola, mas inclui também conhecimentos necessários para a vida adulta, como noções básicas de administração financeira. No Brasil, nota-se um déficit nesse setor, principalmente porque as pessoas não são providas com o básico no assunto, se colocando em situações de dívidas, e sem instruções para conseguir se reerguer.
Primeiramente, é importante ressaltar que a má administração do dinheiro é uma realidade para boa parte dos brasileiros. Segundo o site UOL de notícias, em 2018, 41% da população terminou o ano em dívida. É extremamente preocupante para o desenvolvimento do país que a população não tenha nem a noção básica de como lidar com o poder monetário, pois, atualmente, é ele que possibilita a vida em sociedade. Consequentemente, o setor empreendedor do país sofre com essa falta, visto que muitas empresas e empregos deixam de existir porque quem os criaria está sufocado em dívidas, e isso impede o crescimento e a prosperidade da nção como um todo.
Além disso, a corrente determinista do século XX, em que o homem é o produto do meio, consegue explicar o histórico familiar de CPF (cadastro de pessoa física) negativado, comum no Brasil, pois é muito difícil mudar a situação quando as pessoas próximas estão com o mesmo problema. Entretanto, medidas já estão sendo tomadas para reverter o caso, por exemplo, a inclusão obrigatória de aulas de educação financeira nas escolas a partir de 2020 e a disponibilização gratuita de conteúdos sobre gestão de finanças, como os vídeos da youtuber Nathalia Arcuri.
Em suma, a administração do dinheiro é um conhecimento em falta no Brasil e que, se divulgado corretamente, pode mudar os rumos do país. Para que as pessoas saiam da situação de devedores e se tornem empreendedores, cabe ao Ministério da Economia fornecer opções para que a população pague suas dívidas, por meio da criação de uma assessoria, que entrará em contato com todos os devedores. O papel dessa organização será fazer uma investigação social e propor um plano personalizado para sair do vermelho. Apenas assim o país poderá exercer sua potência total e terá uma população mais realizada.