A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 26/11/2020
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o ensino da educação financeira apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagónico é fruto tanto da negligencia governamental, quanto da família. Diante disso torna-se fundamental a discursão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a deficiência em educação financeira deriva da baixa atuação governamental, no que concerne à criação de mecanismos que minorem a problemática. Segundo o artigo 5 da carta magna é dever do Estado garantir o bem-estar coletivo, entretanto quando se observa os problemas financeiros da maior parte dos cidadãos, fica claro que isso genuinamente não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades nos investimentos em ensino da educação financeira que consequentemente eleva problemas socioeconômicos, como o endividamento, que prejudicam o bem-estar social. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a insuficiência do papel da família no ensino dessa matéria como promotor do problema. conforme Paulo Freire, a família é um elo fundamental na concretização do aprendizado. Partindo desse pressuposto, quando não a minimamente o incentivo familiar para o aprendizado financeiro se torna indiscutivelmente mais difícil adquirir esse conhecimento. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, ja que o núcleo familiar contribui para a perpetuação desse quadro.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar as dificuldades do ensino financeiro, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermedio das escolas será revertido em um ensino de qualidade de educação financeira, através de aulas e palestras. Além disso, ainda, a família deve por meio de diálogos em reuniões familiares incentivar precocemente a consciência financeira. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do insuficiente ensino financeiro.