A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 30/11/2020

Educação financeira é a área que visa ensinar ao indivíduo melhores práticas de administração do seu dinheiro, em situações de poupança e investimento, evitando o endividamento, por exemplo. Desse modo, é uma área de grande importância para todos os cidadãos, contudo, ela não recebe a valorização e divulgação que deveria por conta do modelo escolar vigente e inércia governamental em relação ao tema.

Em primeiro plano, segundo o educador Rubem Alves, há dois tipos de instituição escolar - a gaiola e a asa, a primeira, é aquela que ensina os conteúdos necessários para a formação escolar e preparo para o vestibular, já a segunda é aquela que, além disso, ensina conteúdos úteis ao aluno para uma melhor inserção social. Dessa forma, as escolas brasileiras em sua maioria enquadram-se como gaiolas, visto que não abordam temáticas importantes com os alunos, como o ensino financeiro. Logo, eles se tornam “analfabetos financeiros”, termo usado por especialistas para definir pessoas que, por desconhecimento acerca desse assunto, sofrem consequências negativas, inclusive, além da esfera monetária.

Em segundo plano, segundo a Sociologia, o sistema capitalista promove o consumismo, principalmente através de propagandas, que visa convencer o público a comprar uma mercadoria, ainda que a mesma não seja necessária para ele. Em relação a isso, a ausência da educação financeira permite que o consumismo alcance níveis exagerados, no qual o sujeito compra compulsivamente. Nesse sentido, em longo prazo há piora em problemas sociais e ambientais: contração de dívidas e maior produção de lixo, respectivamente, o que diminui a qualidade de vida dos habitantes e aumenta as despesas do Estado, ao tentar atenuar os efeitos da problemática.

Portanto, é necessária mudança no cenário atual. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação, por meio de alteração na Base Nacional Comum Curricular, insira a abordagem da educação financeira no ensino fundamental e médio nos colégios públicos e privados do país, através da criação de uma disciplina própria ou durante aulas de Sociologia, o que acarretará na formação de uma sociedade mais consciente acerca de tal questão. Consequentemente, as escolas serão “asa”, porque ensinarão às crianças e adolescentes a administrar melhor suas finanças, diminuindo muito a quantidade de “analfabetos financeiros” e a incidência do consumismo compulsivo na sociedade brasileira.