A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 09/12/2020

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a Educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a importância da educação financeira, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de aplicação do ensino financeiro nas escolas de forma acertadamente. Nesse sentido, as instituições tanto privadas como públicas deveriam elaborar um modelo de ensino para que o assunto em questão seja trabalhado em sala de aula. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de preparação de colégios como impulsionador da má aplicação de um assunto tão necessário na vida de um cidadão no Brasil. Diante de tal exposto, o jovem vai para vida adulta sem ter uma noção financeira de qualidade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o estado e instituições privadas, por intermédio de preparações de professores com cursos, para que os mesmos consigam aplicar o ensino financeiro em sala de aula, afim de levar o aluno a entender realmente como isso vai implicar em sua vida cotidiana. Assim, se consolidará uma sociedade mais bem estruturada, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.