A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 09/12/2020
No filme cinematográfico “A grande aposta”, é narrado o desencadeamento da crise imobiliária de 2008 nos Estados Unidos, caracterizada pelo descontrolado investimento das pessoas em imóveis, até que este mercado entrasse em colapso. Não obstante à ficção, muitos brasileiros vivem em constante turbulência monetária em virtude do gasto exacerbado de seus recursos financeiros, afundando-se na negativação. Nesse viés, tem-se a ausência do planejamento de vida, bem como a falta de orientação financeira na formação do indivíduo, como as mais contrastantes causas da deriva financeira em massa na sociedade brasileira, a qual é fator de degradação da vida das pessoas.
A princípio, convém relembrar o cenário da “Quebra da bolsa de Nova Iorque”, no qual as pessoas apostaram excessivamente na bolsa de valores, sem qualquer conscientização de que, a longo prazo, culminaria em seu estouro. Na contemporaneidade, no Brasil, tal comportamento ainda é notório, uma vez que muitos brasileiros utilizam seu dinheiro descontroladamente e sem analisarem as possíveis consequências ao longo dos meses ou anos. Sob tal ótica, há a confirmação da inexistência de orçamentação de despesas e necessidades longínquas pelas pessoas. Outrossim, a carência de norteamento financeiro é fator agravante do impasse, uma vez que, os indivíduos atuam de forma despreparada perante o mercado comercial, afundando-se em dívidas e em eventual falta de recursos: é juntamente negativada a desenvoltura econômica nacional. Assim, são necessárias atitudes que venham a controlar tal princípio causal.
Em consequência, há a constante desestruturação da qualidade de vida dos brasileiros, bem como o atraso econômico generalizado. A molde, na telenovela “A força do querer”, uma personagem afunda-se economicamente em virtude do vício em jogos de azar, acarretando em frustração pessoal severa. Nesse aspecto, na realidade, muitas pessoas destroem-se com a impulsão em dívidas, que assim como os jogos, são incapazes de render retorno positivo, findando assim, na melancolia diária pelos seus erros e no declínio da saúde mental. Deste modo, torna-se impossível a estruturação de uma vida digna e boa, com a constante instabilidade monetária: os afetados convivem com a constante incerteza, com a decepção pessoal e por vezes, com a falta de utensílios básicos. Nessa perspectiva, é essencial que medidas sejam adotadas para apaziguar tais efeitos.
Logo, com o fito de sanar tais danos: considera-se primordialmente, a educação como fator revolucionário indubitável. Assim, faz-se necessária intervenção estatal e educacional, por meio da invenção de exemplares explicativos que auxiliem no planejamento econômico, com propagandas televisivas e guias de bolso. Culminando assim na estabilidade e saúde monetária de muitos brasileiros.