A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 24/08/2021
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que a educação financeira seja importante para estimular o desenvolvimento econômico, todavia existem obstáculos a serem superados, uma vez que o ato de consumir, de forma inconsciente, afeta muitas pessoas, desde a Revolução Industrial, a partir de 1760. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da má influência social, bem como a falta de debate sobre o assunto acaba por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, segundo o Fetichismo da Mercadoria, do filósofo Karl Marx, a sociedade adquire um produto não pelo o que ele vale em si, mas pela projeção social que se consegue pelo consumo. Diante disso, percebe-se a dificuldade das pessoas em preservar pela educação financeira, sendo uma forma racional de investir e assegurar a qualidade de vida. Tanto que, segundo o Conselho Regional de Contabilidade (CRG), estima-se que 67% da população é descontrolada para traçar metas, aumentar a renda e o patrimônio. Por isso, cabe ao município incentivar a adoção de hábitos bem sucedidos aos indivíduos.
Sob um segundo enfoque, de acordo com a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado respaldar a importância, por meio de iniciativas, sobre a gestão financeira e a forma de administrar os bens patrimoniais. No entanto, existe ainda a resistência perante esse assunto, ou até mesmo a falta de debate, sendo evidente na ação mal sucedida de muitas pessoas, como o uso inadequado do cartão de crédito, tanto quanto os serviços bancários desvantajosos. Em virtude disso, é preciso implementar informações mais consistentes, sem que a falta de conhecimento não prejudique ainda mais a vida financeira da população.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Segurança, sendo administrados por profissionais da área administrativa, para que aborde nas Escolas a forma de aplicar o dinheiro e o que não deve ser feito desde o início, a fim de incentivar boas ações com as novas gerações. Além disso, ainda no projeto, cabe ao Estado garantir membros qualificadas, no banco, para falar sobre os serviços disponíveis, evitando assim riscos futuros. Dessa forma, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta a perspectiva de um mundo melhor.