A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 12/12/2020
O hábito de parcelar as compras surgiu, no Brasil, em meados dos anos 1950 e foi muito importante para a população que não possuía poder de compra. Desde então, a forma de negociar passou por atualizações que trouxeram mais comodidades para os cidadãos, tais como o uso do cartão de crédito. No entanto, o brasileiro tem dificuldade em administrar suas finanças, sendo de fundamental importância a instituição da educação financeira. Nesse sentido, corrobora para o problema o consumismo e a falta de consciência econômica.
Primeiramente, evidencia-se que a contemporaneidade é marcada pela sociedade do consumo e seus efeitos. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, os homens não compram apenas para a realização de suas necessidades, mas sim para se adequar ao meio em que vivem. Dessa forma, pessoas que não possuem um poder aquisitivo muito alto, ou seja, grande parte da população brasileira, acabam se endividando na intenção de ser aceito em um padrão de comportamento imposto socialmente. Logo, para que os indivíduos organizem seus gastos conforme o seu rendimento e não o contrário, é imprescindível que haja educação financeira.
Outrossim, é fato que uma parcela considerável da população não possui consciência de suas finanças. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Ambima) cerca de 62% dos brasileiros não enconomizaram em 2019 e iniciaram 2020 sem nenhuma reserva monetária para emergências. Por consequência, essa conduta traz muitos malefícios, pois em tempos de crise as dificuldades serão intesificadas, como no caso da pandemia, por exemplo, período em que muitos trabalhadores perderam seus trabalhos e, sem a poupança, tiveram que recorrer aos auxílios do governo. Para evitar tais problemas, é essencial que a população seja educada financeiramente.
Portanto, ao considerar que o brasileiro não tem facilidade em organizar sua vida econômica, é imperioso a tomada de intervenção a fim de instituir a educação monetária. Para isso, o Ministério da Educação em parceria com estados e municípios deve elaborar uma proposta pedagógica a ser incluída no currículo escolar da educação básica na qual, por meio de projeto intedisciplinar, os alunos sejam ensinados sobre a importância da responsabilidade financeira. Sendo assim, tal projeto deve incluir rodas de conversa para falar sobre o consumo consciente, estudos sobre impostos, empreendimentos, poupança, aplicação, dentre outros. Dessa forma, será possível amenizar os impactos sociais advindos da má gerência do dinheiro pessoal.