A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 12/12/2020
A partir do século XVIII, período esse transitório entre o sistema feudal e o capitalista, a sociedade passou a ser progressivamente dependente do acúmulo de capital para seu funcionamento. Nesse sentido, a educação financeira tornou-se de extrema importância, visto que reflete diretamente no poder aquisitivo e controle de dívidas.
Primeiramente, cabe ressaltar que o conhecimento sobre finanças é fator determinante para aquisições pessoais. Nessa perspectiva, a população brasileira sofre com a escassez de poder de compra devido ao salário mínimo defasado e uma economia inflacionária, persistente desde o governo de Juscelino Kubitschek e seu plano desenvolvimentista que acarretou dívidas externas. Logo, os elevados preços nos bens de consumo torna o aprendizado sobre o recurso financeiro necessário para administração econômica sensata da população brasileira.
Ademais, vale também ressaltar que a falta do controle financeiro é o principal responsável pela acumulação de dívidas bancárias. Tal endividamento tornou-se cada vez mais presente, visto que o marketing excessivo após a Terceira Revolução Industrial fomentou o consumismo exarcebado. Dessa forma, a alienação consumista atinge, principalmente, consumidores carentes de educação financeira, os quais acumulam seus endividamentos.
Portanto, o debate acerca do aprendizado econômico é imprescindível para assegurar a sociedade no mercado consumidor. Assim, faz-se necessário que o Ministério da Educação insira matérias optativas de educação financeira nas instituições de ensino, por meio de aulas sobre gestão pessoal, para que os estudantes entrem em contato com a problemática futura. Além disso, urge que as emissoras televisivas concedam espaços para aulas curtas em intervalos programados, para que seus telespectatores se conscientizem sobre a relevância do tema. Com isso, a população estará resguardada economicamente.