A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 13/12/2020

No carnaval carioca de 2018, a escola de samba Mangueira levou à avenida Masques de Sapucaí o enredo ‘’Com dinheiro ou sem dinheiro, eu vou’’ relatando a própria história de dificuldade financeira naquele ano. Paralelo a isso, os cidadãos brasileiros também protagonizam a falta de verba em casa, seja pelo salário insuficiente ou pela má administração dele. Desse modo, faz-se necessário analisar a importância da educação financeira para o brasileiro a fim de possibilitar a todos uma vida digna.

Em primeiro lugar, é preciso observar a questão de maneira pragmática. Em meados do século XV, com o advento das grandes navegações, surgiu o mercantilismo ou acumulo primitivo de capital que, posteriormente, consolidou-se no capitalismo. Na contemporaneidade, o dinheiro é a principal moeda de troca de diversas relações comerciais, até que surge a pergunta retórica: dinheiro compra felicidade? a dúvida permeia a modernidade e tem respostas dicotômicas. Todavia, inegavelmente, o acumulo de capital possibilita poder aquisitivo, e com ele, acesso a moradia, educação, saúde e lazer de qualidade, porém, a falta de educação financeira pode impossibilitar essa qualidade de vida.

Ademais, cabe analisar as raízes do comportamento social na problemática. Segundo a psicoterapeuta Virginia Satir, o ser humano aprende por imitação. Sob tal ótica, o típico jeitinho brasileiro mostra-se um fator relevante para o número alarmante de inadimplências no país, haja vista que se cria a cultura do crediário que possibilita o prazer imediatista da compra ao consumidor, porém, torna-o um possível inadimplente e replicador do comportamento social. Dessa forma, evidencia-se a extrema urgência da educação financeira para que diminua a taxa de inadimplência, melhorando a economia do país e rompendo o ciclo.

Logo, nota-se que a fim de possibilitar uma qualidade de vida digna a todos e romper com o ciclo cultural é preciso, primeiramente, democratizar a educação financeira, e para isso, medidas são necessárias. Para tanto, é dever do Estado, na figura do Ministério da Educação (MEC) promover a interdisciplinaridade do tema nas escolas por meio da matéria Matemática para ampliar os conceitos de juros simples e composto, e Geografia, abrangendo a parte social do tema para que o aluno desenvolva habilidades sociais e práticas do financeiro e torne-se um adulto responsável. Outrossim, o MEC, em parceria com as mídias deve promover cursos online e nas Escolas de Jovens e Adultos (EJA) com uma abordagem mais abrangente de investimentos e aplicabilidade do dinheiro, melhorando assim a educação financeira de toda a população e a economia do pais .