A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/12/2020

“Até que a sorte nos separe” é um filme nacional cujo humor é pautado na incapacidade dos brasileiros de gastar dinheiro de forma inteligente. No filme, o protagonista é vencedor de um prêmio milionário, mas devido a gastos excessivos não planejados e nenhuma poupança ele vem a falir. Não distante da ficção, atualmente, no Brasil a importância da educação financeira não é destaque, seja pela imprudência social, seja pela negligência escolar.

Em primeiro plano, o consumo promove a geração de empregos e o desenvolvimento econômico. Porém, a população gasta de maneira indiscriminada e inconsciente, sem uma perspectiva de futuro, visto que mais da metade dos cidadãos não poupa e nem planejam suas rendas, como relatou o Ministério da educação. Assim, há espaço para o déficit econômico, inflação e aumento de impostos. Dessa forma, é imprescindível que o Governo realize campanhas para informar a sociedade sobre os benefícios e malefícios de seus hábitos de consumo.

Em segundo plano, a educação financeira está inserida na grade curricular brasileira. Com isso, o método de como calcular juros e impostos é aprendido na escola. Entretanto, como destacou Paulo Freire, há no Brasil uma educação bancária, a qual é baseada na reprodução de conteúdo de maneira arbitrária e mecânica. Nesse sentido, o ensino não é voltado para o cotidiano, perpetuando o cenário que as crianças cresçam alheias a quentões essenciais a vida adulta. Logo, é impreterível que o Estado se prontifique a reverter esse cenário.

Portanto, com intuito de amenizar a problemática, o Ministério da Economia deve ampliar o conhecimento dos cidadãos, por intermédio de campanhas online, que elucidem acerca dos malefícios da ausência de um planejamento financeiro com objetivo de promover o desenvolvimento da sociedade como um todo. Ademais, cabe ao Ministério da Educação promover o aprendizado voltado à contextualização do cotidiano, por meio de elaboração de debates nas escolas, além de contato desde a infância com ferramentas financeiras, a fim de formar adultos mais preparados para questões econômicas do dia a dia. Feito isso, o conflito como o relatado no filme será mitigado.