A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/12/2020
Francis Bacon, em sua ilustre obra “A Nova Atlântida”, relata uma sociedade sublime, a qual se molda usando a junção técnico-científica para compreender os fenômenos naturais e o cristianismo como forma de redenção da humanidade. No entanto, a realidade hodierna observada é oposta àquilo que prega o autor, visto que problemas financeiros originários de uma educação precária apresentam entraves, os quais dificultam a concretização dos planos de Bacon. Tal dicotomia, é fruto tanto de problemas políticos, quanto sociais e midiáticos. Diante disso, torna-se essencial a discussão desses aspectos, a fim de uma melhor estruturação social.
Inicialmente, é primordial pontuar a atuação ineficiente dos setores governamentais. Pois, segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado deve assemelhar-se a figura mitológica Leviatã, sendo o responsável pela proteção e bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a negligência das autoridades, quanto a inclusão facultativa da educação financeira no ensino obrigatório oferecido, fica evidente a falta de manejo com qual nosso corpo social lida com o dinheiro, atingindo números expressivos de nomes negativados, o que gera instabilidade econômica e age como uma reação em cadeia. Desse modo, urge que tal postura estatal sofra reformulações.
Ademais, é imperativo ressaltar os meios de comunicações hipermodernos como promotores do problema. Visto que, Theodor W. Adorno, filósofo da escola de Frankfurt, já alertava para o movimento antiético para o qual a mídia rumava, escolhendo o lucro financeiro em detrimento à informação. Partindo desse pressuposto, é necessário também ter foco no ensino do consumo consciente, que leva em consideração o uso do produto, demora para sua degradação, entre outras informações. Evitando que o público-alvo dos comerciais seja levado pela emoção à comprar coisas das quais não necessitam ou não lhes será útil. Uma vez que, tudo isso retarda a resolução do problema, já que a mídia colabora nessa perpetuação deletéria.
Portando, com o intuito de mitigar o impasse, necessita-se, que o Governo Federal como figura máxima da república dê condições para que as novas diretrizes comum do ensino médio e fundamental já aprovadas, possam ser colocadas em prática nas escolas em todo Brasil e possamos ter o ensino da matéria financeira. É Importante também que o governo use espaços na mídia para criar um espírito de patriotismo, o qual será importante no engajamento social posteriormente às políticas financeiras implementadas. Assim, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto infesto do problema e a coletividade dará um passo em direção à utópica Nova Atlântida de Bacon