A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/12/2020

Segundo o portal de notícias “G1”, em 2018, cerca de 23% dos indivíduos na faixa dos 18 a 24 anos esteve inadimplente. Nesse cenário, permeia uma cultura na qual a educação financeira não é tida como básica, mas sim como adquirida por meio da experiência. Portanto, é notório que há a necessidade de uma mudança no comportamento geral e na forma como a população é instruída sobre dinheiro, haja vista os benefícios gerados, a exemplo da garantia do bem-estar social e do estímulo a investimentos.

De acordo com o sociólogo alemão Theodor Adorno, a indústria cultural possui origem na ilusão das massas e no incentivo ao consumo. Nessa perspectiva, mediante os meios de comunicação, os cidadãos são estimulados a comprar irracionalmente, a fim de que haja a obtenção de lucro por parte da classe dominante. Todavia, essa falta de consciência é responsável por uma manipulação com repercussões maléficas na vida de cada indivíduo, relacionadas a dívidas e momentos de carência, além de uma pesada carga de estresse emocional. Em contraposição, fica evidente que a educação financeira possui um papel essencial na vida do homem moderno, visto que, conforme modifica hábitos, promove a estabilidade necessária ao bem-estar social.

Outrossim, o ensino a respeito das finanças tem o poder de estimular o mercado de investimentos. Exemplificando, no filme do renomado diretor Martin Scorcese, “O Lobo de Wall Street”, o protagonista, cuja narrativa é baseada em uma história verídica, mostra-se capaz de gerar excelentes resultados na bolsa de valores com seu conhecimento. De modo análogo, a sabedoria a respeito do mundo do capital permite a movimentação da economia e a ascensão de muitas pessoas, as quais podem quitar débitos ou até iniciar novos negócios.

Destarte, é preciso agir para reverter o quadro atual. Logo, é fundamental que o Ministério da Educação realize mudanças na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), adicionando mais conteúdos sobre educação financeira, com o fito de adequar a formação dos jovens à complexa realidade econômica contemporânea. Assim, por intermédio de aulas com especialistas da área, os alunos aprenderão a respeito de empreendedorismo, tributação, planejamento orçamentário e previdência. Ademais, as instituições públicas podem oferecer cursos gratuitos sobre o assunto aos que já completaram a formação básica. Desse modo, efetiva-se o combate à inadimplência reportada pelo “G1”.