A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/12/2020
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na pratica quando se observa ensino sobre finanças, dificultando, desse modo, a universalização desse direito tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se mister analisar os fatores que favorecem esse quadro. Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a má qualidade da educação financeira. Nesse sentido, é notório a necessidade dessa instrução, pois o dinheiro é necessário em todas áreas da vida, por isso é de extrema importância haver uma correta administração dele. Essa conjuntura, segundo o filósofo John Locke, viola o ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o consumismo como consequência desta falta de ensino. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), apenas 59% dos brasileiros terminaram 2018 com as contas em dia. Diante de tal exposto, é fato que o menor entendimento acerca da educação financeira corrobora pra que a população tenha maior gasto supérfluo, com coisas que são desnecessárias e irrelevantes. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater-se esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, implemente um programa nas escolas chamado ‘’ensino do dinheiro’’ onde haverá aulas obrigatórias para tal aprendizado, com implementação prática do que foi ensinado, a fim de que haja desde cedo uma instrução acerca das finanças. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.