A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 22/12/2020
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão à realidade do Brasil, ainda que a internet possibilita o conhecimento acerca da educação financeira, ainda assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que a disponibilidade de ferramentas nem sempre é eficiente quando não existe incentivo. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da sociedade consumista, bem como a falta de incentivo pela administração monetária acaba por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, é indubitável que as pessoas tentam viver como se suas vidas fossem um espetáculo, a fim de aparentar perfeição, sendo um pensamento do filósofo Guy Debord. Um exemplo, é a necessidade de muitos em adquirir um aparelho celular de última geração. No entanto, sabe-se que esse modo de vida consumista é incompatível com a realidade, já que o sistema capitalista reinventa diariamente o objeto de aquisição. Desse modo, é notório que a educação financeira seja estabelecida, para que as ações individuais sejam feitas de forma consciente, ao que compete uma vida futura estável, sem que o consumo exagerado seja priorizado.
Sob um segundo enfoque, é evidente que comprar algo é uma conquista. Porém, a falta de incentivo para lidar com as formas de guardar o dinheiro, fazer investimentos, promover ações de rentabilidade, faz com que má administração seja reflexo de crises. A princípio, cerca de 62,6 milhões de brasileiros terminaram 2018 com alguma conta atrasada, correspondendo a 41% da população adulta do país, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito. Com isso, é evidente que mesmo tendo uma infinidade de conteúdos na internet, como o “primo rico”, é preciso que o incentivo seja dado logo na infância, a fim de garantir gerações calculistas e preocupadas com o destino do dinheiro.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos nas redes escolares, sendo administrada por profissionais dá área da administração, para que inserido na grade dos estudantes, debates acerca do uso consciente e do destino do dinheiro e suas aplicações, a fim de garantir que as gerações futuras sejam preocupadas com a estabilidade financeira. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de vida melhor