A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 29/12/2020
A Crise de 2008 foi um episódio de repercussão mundial que abalou o capitalismo vigente. Nesse sentido, não só a economia foi afetada, mas também a vida de cidadãos que não tinham controle de gastos e reservas de emergência, o que culminou em casos extremos de suicídio e depressão. Desse modo, embora seja menosprezada pela sociedade e pelo Estado, a educação financeira é fundamental para desestimular o consumismo e gerar a independência do indivíduo.
Sob esse prisma, o filme “Até que a sorte nos separe” retrata uma família que, incrivelmente, conseguiu gastar milhões de reais em apenas alguns dias. Diante disso, a ficção mostra o consumismo em seu ápice, o que se deve à falta de conhecimentos básicos sobre finanças e é uma realidade na vida dos brasileiros. Por isso, enquanto o corpo social não compreende que a educação econômica é relevante para mitigar o consumo em excesso, os cidadãos continuarão se endividando e despendendo mais do que é necessário.
Outrossim, a educação financeira é importante para que o indivíduo seja consciente em relação ao capital e se torne economicamente independente. Porém, de acordo com o sociólogo Paulo Freyre, a educação brasileira é extremamente conteudista, ou seja, não prioriza a participação ativa dos jovens e a aplicação prática das disciplinas. Com isso, os estudantes saem da escola com noções sobre fatos como a crise de 2008, mas sem ter independência monetária para lidar com essas situações no cotidiano.
Diante do exposto, é preciso que a grande mídia - televisão, jornais e rádio, por exemplo - crie programas de educação financeira. Assim, isso deve ser feito por meio de especialistas que alertem para as consequências da falta de controle do consumo, a fim de que as famílias tenham cohecimentos concretos sobre o assunto. Ademais, o Ministério da Educação deve tornar obrigatório o ensino básico de economia nas escolas. Por fim, essas iniciativas farão com que a educação fianceira seja devidamente valorizada pelo povo e pelo governo e evitarão situações trágicas, como as decorrentes da crise de 2008.