A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 31/12/2020
Desde a queda da bolsa de valores de 2008, em que o mundo sofreu um caos financeiro, fica evidente a necessidade da educação monetária na vida do cidadão. Analogamente, a ausência desse ensinamento fomenta diversas consequências na sociedade hodierna, como o acúmulo de dívidas entre as famílias e consequentemente a perda na qualidade de vida dos cidadãos. Outrossim, o aumento de débitos entre os indivíduos mais humildes ocasiona uma discrepância mais acentuada nas desigualdades, contribuindo para corromper a sociedade e causar injustiças.
Em primeira análise, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito, cerca de 62,6 milhões de brasileiros terminaram o ano com dívidas em 2018, esses dados são resultados da rarefeita informação acerca do sistema financeiro no Brasil. Ademais, é notório que a comunidade é alienada acerca do assunto, principalmente devido ao acúmulo de déficits frequentes e o uso de cartão de crédito de forma demasiada. Além disso, entre as consequências geradas, pode-se citar a perda na qualidade de vida dos indivíduos, em que muitas famílias se desintegram por problemas financeiros e muitos cidadãos desenvolvem problemas psíquicos devido a tais adversidades e entre as enfermidades geradas, pode-se exemplificar a depressão e a ansiedade.
Sob um segundo olhar, consoante ao pensamento do Papa Francisco, que profere que não são só as guerras que corrompem a sociedade, mas também as injustiças e as mazelas sociais, deve-se ressaltar que os indivíduos de caráter mais humilde são os principais afetados no acúmulo de dívidas. Isso ocorre devido à situação financeira delicada e à falta de ensinamento acerca da otimização do dinheiro nas residências, ocasionando uma discrepância ainda maior nas desigualdades e fomentando despesas desnecessárias em famílias humildes. Da mesma forma, isso acarreta uma deterioração da comunidade, em que os cidadãos são corrompidos pelas dessemelhanças ainda mais proeminentes, além da propagação da alienação.
Por tal prerrogativa, é de incumbência do Ministério da Educação promover o ensino monetário desde a primeira fase da vida, por meio de aulas dinâmicas nas escolas, com profissionais, de maneira a cativar a atenção do público infantil, com o objetivo de fomentar o ensino financeiro na vida do cidadão, para que, em um futuro próximo, o número de pessoas endividadas reduza significativamente. Dessarte, o Ministério da Mulher Família e Direitos Humanos deve promover a democratização do conhecimento, por via de palestras nos centros comunitários, destinadas à camada mais humilde da população e com a finalidade de garantir o ensino desses indivíduos, resultando na atenuação da discrepância social, além de fomentar a virtude na comunidade, seguindo os princípios do Papa.