A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 02/01/2021
No jogo de tabuleiro “Banco Imobiliário”, ganha o participante que conseguir acumular a maior quantidade de dinheiro, porém, alguns jogadores falem durante a partida por não conseguirem pagar seus bens. Fora da brincadeira, essa situação se assemelha bastante ao problema que acontece com muitos brasileiros: a falta de conhecimento sobre a educação financeira. Assim, seja pela falta de incentivo dos responsáveis, ou seja pela negligência da escola, o precário ensino monetário é uma realidade no país e precisa ser enfrentado.
Primeiramente, nota-se que os pais possuem poucas instruções financeiras e não sabem a importância de tal conteúdo para seus filhos. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo é construído socialmente a partir de suas experiências e aprendizados até a fase adulta. Diante desse contexto, caso uma criança cresça aprendendo que educação financeira é algo irrelevante, ela também irá propagar isso. Esse cenário causa um maior número de pessoas que não sabem lidar com dinheiro e que, consequentemente, entram para estatísticas, como a noticiada pelo jornal UOL, onde cerca de 62,6 milhões fecharam o ano de 2018 com seu nome negativado em decorrência de dívidas.
Vale ressaltar, ainda, que o ensino econômico é negligenciado nas escolas. Conforme o filósofo Kant, o progresso de uma nação está intrinsecamente ligado à autonomia social dos cidadãos que a compõem. Sob essa visão, é possível afirmar que uma pessoa bem instruída durante seu processo educacional será um indivíduo menos dependente do Estado durante sua maioridade, pois aprendeu a gerir melhor os vários âmbitos da sua vida.
Logo, fica evidente que uma pessoa sem conhecimento monetário terá pouco desempenho financeiro e contribuirá menos para o progresso do país. Depreende-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para melhorar a educação financeira dos brasileiros. Em vista disso, o Ministério da Educação deve implementar o ensino monetário na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a medida que as escolas tenham aulas sobre esse assunto, além de promover projetos de finanças pessoais nas comunidades, visando atingir indivíduos já adultos levando conhecimento até essas pessoas; tais ações devem ser realizadas por meio de projeto de lei – que é a melhor maneira de tomar decisões e beneficiar a população - para que, assim, os cidadãos possam ter total controle da sua vida econômica.