A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 06/01/2021

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é descrita uma sociedade perfeita, livre de conflitos e problemas. No entanto isso não se reflete no Brasil, visto que a falta de educação financeira da população representa uma barreira, a qual dificulta os planos de More. Esse contraste é fruto principalmente da falta de compromisso do governo em fornecer esse conhecimento, acarretando em diversas pessoas sem controle de seus bens.

Em primeira análise, vale destacar que de acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos brasileiros tem o direito a uma vida plena. Entretanto, isso não acontece de fato, uma vez que de acordo com dados divulgados pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) mais de 62,6 milhões de brasileiros fecharam 2018 com o nome sujo, representando 41% da população adulta. Portanto, fica claro que grande parte da população não tevem um organizamento financeiro, resultando nesses números.

Ademais, vale ressaltar que segundo a pesquisa exposta pelo site YUBB, ao se ter uma boa educação financeira o indivíduo tende a ser mais organizado economicamente, resultando em planejamentos futuros, gastos concientes e aprenderm a investir. Consequentimente, caso o governo fornessece esse tipo de conhecimento nas escolas, provalvelmente, ele arrecadaria mais dinheiro do que o investimento nos cursos, a medida que os 41% dos adultos que não pagaram os impostos estariam em dia com as suas contas.

Assim sendo, medidas cabíbeis são essenciais para conter o avanço dessa problemática no Brasil. Logo, o Ministério da Economia juntamente com o Ministério da Educação devem promover o conhecimento financeiro à população, por meio da implementação de uma nova matéria obrigatória nas escolas, a de educação financeira e ainda a disponibilização de cursos para quem já terminou a escola. Só assim os brasileiros darão a devida importância à organização dos seus bens.