A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 08/01/2021
O Japão,após a Segunda Guerra Mundial, ficou impedido de investir seus recursos no setor bélico.Com isso, os destinou ao ensino, o que contribuiu para o desenvolvimento monetário do país.Entretanto, no Brasil, seja pela má gestão dos recursos educacionais, seja devido à influência jurídica nas decisões políticas, a educação, sobretudo a financeira, é defasada. Portanto, é necessário um debate entre Estado e sociedade, a fim de que os impasses existentes para a população melhor administrar seus recursos financeiros sejam sanados.
A priori, pode-se destacar a frase do filósofo Immanuel Kant, acerca de o ser humano ser aquilo que a educação faz dele, visto que há a negligência estatal em consolidar uma educação qualitativa. Dessarte, apesar de, desde 2017, a Base Nacional Comum Curricular assegurar o ensino financeiro, na prática, os materiais são despreparados e os profissionais com baixa qualificação. Por consequência, ocorre o oposto do que ressalta o gestor Paul Watson, no que cerne à inteligência das espécies estar na habilidade de viver em harmonia com o meio, já que há a permanência da liquidez dos recursos monetários familiares, ou seja, o consumo irracional, e a proliferação do endividamento progressivo da sociedade.
A posteriori, convém ressaltar a ideia do sociólogo Karl Marx sobre o governo gerir apenas os negócios comuns à burguesia, baseado na conjuntura de que há a influência empresarial nas decisões públicas. Dessa forma, devido à displicência do jurídico em introduzir um capitalismo social, isto é, possibilitar o deslocamento vertical das camadas sociais, a educação financeira da população é estagnada. Por consequência, assim como evidenciou Albert Einstein, o mal será proliferado por aqueles que o olham e não fazem nada, visto que, novamente, nesse cenário, a perspectiva financeira dos brasileiros torna-se limitada.
Diante disso, é evidente o descompasso entre Estado e sociedade na resolução dos impasses existentes. Logo, cabe, respectivamente, ao Ministério da Educação, órgão responsável pelo ensino, a edição dos materiais escolares, por meio de editoras pedagógicas, e a abertura de cursos de qualificação em finanças aos professores, na internet, a fim de que as normas da Base Nacional Comum Curricular sejam correspondidas; e ao Ministério da Economia, o envio de reformas tributárias - desprovidas de itens que favoreçam ao jurídico - ao Congresso Federal, com o objetivo de taxar os impostos em proporção à renda familiar e, assim, promover a introdução do capitalismo social. Assim, a educação financeira será possibilitada e as dificuldades dos brasileiros sanadas.