A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 08/01/2021
No consagrado longa-metragem “O Lobo de Wallstreet”, o protagonista, interpretado por Leonardo Di Caprio, vivencia o auge do mercado financeiro estadunidense, conseguindo ascender corporacionalmente devido, sobretudo, ao seu conhecimento em finanças. Entretanto, essa ilustração do cinema norte-americano não corresponde à realidade do Brasil, já que, conquanto importante, a educação financeira é tolhida diante da ineficiência educacional do país, o que corrobora a desigualdade econômica.
Primeiramente, faz-se mister entender que a Educação não oferece o ensino das finanças. Evidência disso é a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – o documento guia da educação básica brasileira, o qual não adota a Educação Financeira como matéria obrigatória aos jovens. Nesse contexto, o ensino se torna ineficiente na completa formação dos indivíduos, na medida em que, sem o alicerce da educação financeira, os jovens, após o Ensino Média, ao ingressar no mercado de trabalho, veem-se incapazes de lidar com a faceta monetária da vida adulta com frequência.
Por conseguinte, consolidam-se, ainda mais, as disparidades econômicas e sociais no país. Isso porque, por ser um mecanismo que viabiliza a emersão socioeconômica, ao ser minimizado da seara educacional, o ensino financeiro não alcança o fito de elevar economicamente as pessoas. Dessa forma, sabendo que o Brasil, conforme o Índice de Gini, em 2017, era um dos dez países mais desiguais do mundo, a possibilidade de o usar para melhorar essa situação é coibida, e, consequentemente, a desigualdade socioeconômica é mantida.
Portanto, vista a necessidade em ativar o exercício da educação financeira no país, compete ao Ministério da Educação – órgão que delibera acerca da educação sob território nacional -, o dever de implementar a Educação Financeira como matéria obrigatória no ensino básico do Brasil. Dessarte, por meio de alterações na BNCC, observar-se-ão jovens mais capacitados e aboletados para lidar com as finanças na vida adulta, os quais, no papel de “Di Caprios”, permitirão a ascensão individual e a diminuição das disparidades econômicas no país.