A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 27/09/2021

No filme “Até que a sorte nos separe”, conta-se a história de uma família que não consegue administrar uma herança recebida e retornam-se às dívidas pela falta de gestão das finanças. Fora da dramaturgia, ampliou-se na sociedade a notoriedade acerca da importância da educação financeira na vida do cidadão brasileiro. Destacam-se, diante disso, a vulnerável grade curricular e o intenso hábito consumista como paradoxos da consciência econômica no Brasil. Portanto, faz-se vital ratificar tal conhecimento e retificar o endividamento no país.

Nesse contexto, é imprescindível ressaltar que a Constituição Federal de 1988 garante que a educação é um direito de todos e um dever do Estado, de forma que o não cumprimento dessa norma significa o retrocesso de toda conjuntura social. Nesse sentido, a falta de educação financeira nas escolas públicas e privadas  perpetua o desequílibrio monetário entre os brasileiros, uma vez que o a necessidade de empréstimos e financiamentos são práticas recorentes no corpo social. Segundo Immanuel Kant, filósofo alemão, no âmbito da educação que se assenta a solução para o aperfeiçõamento da humanidade, ou seja, é indubitável que desde a primeira infância as crianças aprendam sobre investimento financeiro e não serão alvos da manipulação dos bancos e afins.

A posteriori, outro fator que delimita o impasse é o elevado consumo da sociedade atual atrelado a expansão dos cartões de crédito disponíveis sem burogracia. Desse modo, grande parcela dos brasileiros se tornam escravos do parcelamento e dos juros, o que evidencia a forma errônea de administrar a renda. Cornforme Vitor Hugo, romantista frânces, o progresso roda constantemente sobre duas engrenagens, de modo que faz fluir algo e, ao mesmo tempo, traz prejuízos para outrem, ou seja, as empresas se beneficiam da falta de conhecimento financeiro da grande massa social em detrimento da obtenção lucro, situação que é camuflada pelo alto poder de compra.

Perante tudo isso, é fundamental implantar a educação monetária entre os brasileiros. Assim, urge que o governo federal, na figura do Ministério da Educação, intervenha na ascensão de políticas públicas nas escolas e universidades, por meio do desenvolvimento de explicações por mestres em Administração e Economia, de forma que toda população tenha acesso a esse trabalho, com intuito de inserir desde a primeira infância esse saber. Além disso, o Legislativo deve aprimorar as leis de crédito, de forma que as empresas e os bancos sejam mais tranparentes sobre corretos investimentos e os riscos dos empréstimos sejam esclarecidos ao cidadão, a fim de evitar seu endividamento. Quiçá, serão minimizados os casos de má gestão financeira como a abordada no filme “Até que a sorte nos separe”.

Por tudo isso, é indubitável a necessidade de instrução sobre a correta administração das finanças. Assim, urge que Governo Federal intervém com a criação de políticas públicas nas instituições de ensino direcionadas aos professores de rede pública e privada, por meio de cursos específicos sobre educação monetária, com intuito de prepará-los para formação cidadã dos docentes, de modo que