A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 12/01/2021

A Terceira Revolução Insdutrial, a Revolução Técnico-Científico, iniciada no meado do século XX, inaugurou diversos avanços na área da informática e da telecomunicação. Após algumas décadas, a globalização integrou o mercado financeiro, facilitando a vida da população mundial. Entretanto, no Brasil, os meios de investimento e a consciência no uso da moeda são desconhecidos pela maioria dos brasileiros. Dessa forma, a falta de educação financeira traz, consequentemente, a inadimplência.

Em primeiro plano, é válido citar que, de acordo com SPC, Serviço de Proteção ao Crédito, a faixa etária de maior inadimplência é a dos 18 aos 24 anos. Esse fenômeno acontece, pela falta de organização com o próprio capital e, também, com o impulso ao gastar. De acordo com os iluministas Diderot e D’Alembert, autores da “Enciclopédia”, a democratização da educação é fundamental no combate à alienação dos cidadãos, garantindo aos mesmos sua efetiva liberdade. Sendo assim, a raíz do problema a inexistência da didática monetária.

Por consequência, consoante a lei Newtoniana da Inércia, um corpo tende a permanecer em repouso até que uma força atue sobre ele. Nesse interim, até que se incentive o uso adequado monetário pelo indivíduo e se explicite a população e ao Poder Governamental a relevância de discutir-se a temática sem estigmas nos mais diversos âmbitos sociais, a questão permanecerá inerte. À vista disso, Zygmunt Bauman,  o sociólogo polonês, disserta em sua obra “Globalização e as Consequências Humanas” que o estado caminha para uma desordem mundial, causada, sobretudo, pela falta de controle estatal. Logo, é necessário, para a prevenção do débito da população, tomar conhecimento do sistema financeiro.

Portanto, é mister que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. Urge que o Ministério da Educação, por meio de um projeto de lei, inclua a educação financeira na Base Nacional Comum Curricular, BNCC, com o objetivo de incentivar o uso correto das finanças. Ademais, as aulas serão inseridas com todas as matérias, como história, matemática, filosofia, dando assim, uma ampla perspectiva do assunto. Destarte, as políticas públicas fomentarão o ensino de educação financeira, os indivíduos terão a liberdade citadas por Diderot e D’Alemebert e haverá o controle estatal, dito por Zygmunt Bauman.