A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 12/01/2021

Na plataforma de vídeos “Youtube” viralizam vídeos de canais como o “Primo rico”, nele, o especialista em finanças Thiago Nigro ensina sobre educação financeira no cotidiano. À luz disso, o mercado financeiro ganhou muito espaço na última década, atingindo camadas da população antes não atingidas. Em contrapartida a população não está instruída para lidar com esse novo setor que cresce na sociedade hodierna. Visto que a improficuidade das escolas em ensinar sobre temas como investimentos e gastos conscientes são constantes. Desse modo, é necessário um olhar mais crítico a fim de sua dissolução.

A priori, cabe salientar que a ineficência das escolas em educar financeiramente as crianças promove a manutenção dessa conjuntura. Segundo o filósofo Platão, “eduquem as crianças e não será preciso educar os adultos”, de maneira análoga ensinando as crianças sobre como deve-se lidar com dinheiro, quando adultas elas estariam preparadas para agir. Dessa maneira, a intervenção nos mais jovens muda o comportamento geracional. De acordo com o portal de notícias GaúchaZH, a maioria dos jovens de 15 anos não tem conhecimentos financeiros básicos, assim, estando sujeiros a inadiplência quando adultos. Logo, o fornecimento precário de educação financeira no ensino básico prejudica a população e, por consequência, a economia do país.

Além disso, a falta de informações sobre investimentos, como na bolsa de valores, ações e afins, limita o público a ingressar nesse mundo. Conforme disserta o filósofo Wittgenstein, “os limites do meu conhecimento estabelecem os limites do meu mundo”. Em outros termos, o homem é limitado ao que ele conhece, dessa forma, as poucas informações disseminadas sobre o mundo dos investimentos interfere na evolução da populaçao. Na visão da especialista financeira Nathalia Arcuri, existem meias e “money” (inglês para dinheiro), meias são guardadas, dinheiro é investido. Sendo assim, a partir do ideário supracitado, uma conduta correta para com as finanças é investir e, assim, deixar o dinheiro render para o usuário e para o país. Consequentemente, a divulgação de poucas informações sobre aplicação do dinheiro do indivíduo, promove atraso nos conhecimentos financeiros e sua prática.

Depreende-se, portanto, a necessidade da adoção de medidas para melhorar a educação financeira no país. Para tanto, urge que o Ministério da Educação, torne obrigatória a disciplina de “Educação financeira” desde o ensino fundamental até o final do ensino médio e ingresse as crianças e os jovens adultos no mundo das finanças. Por meio projetos práticos, aulas teóricas, palestras com autoridades, ensinando sobre como lidar com o dinheiro, como investir e como fazer dinheiro no mundo moderno para que formem-se adultos que veem o dinheiro como oportunidade não como problema.