A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 15/01/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo sexto, o direito à educação . Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observado a educação financeira. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro plano, vale ressaltar a falta de medidas governamentais. Nesse sentido, gerações de crianças e adolescentes desinstruídas em relação à educação financeira crescem e tornam-se adultos individados. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Loke, configura-se uma violação do “contrato social” pois o Estado falha em garantir esse direito, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, vale ressaltar a mentalidadde de curto prazo como inimiga da educação financeira. De acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar. Diante de tal exposto, percebe-se que a mentalidade de curto prazo que impede a estabilidade financeira está enraizada no tecido social à séculos. Logo, é inadmissível que tal cenário continue a perdurar.
Infere-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, cabe ao Governo Federal, instituição garantidora de direitos, que invista mais em educação financeira ainda no ensino básico, via MEC (Ministério da Educação) a fim de garantir uma geração de adultos financeiramente equilibrados . Com efeito, se consolidará uma sociedade menos individada, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke .