A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 14/01/2021

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma ilha imaginária na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Todavia, o que se observa na realidade brasileira é o oposto do que foi idealizado por More, uma vez que a valorização da educação financeira destaca-se como um importante desafio a ser enfrentado pela sociedade. Esse cenário tem sua origem na falta de políticas educativas e possui impactos negativos. Logo, convém a análise dessa conjuntura com o intuito de mitigá-la.

Vale ressaltar, a princípio, a carência de políticas públicas que incentivem a educação financeira no país. Nesse sentido, a cultura de consumo presente na sociedade, somada aos problemas econômicos frequentes, exprime a necessidade do ensino sobre finanças iniciar na fase da infância. Sob essa perspectiva, o educador Paulo Freire destaca a educação como elemento fundamental para mudanças sociais e, por isso, defendia um ensino capaz de estimular reflexões críticas que levem a uma maior compreensão da sociedade. No entanto, situações atuais vão de encontro a esse ideal na medida em que muitos jovens crescem sem desenvolver, no ambiente escolar e familiar, uma mentalidade consciente para utilizar o dinheiro. Desse modo, faz-se mister a reformulação da postura estatal de forma urgente.

Ademais, a negligência no tocante a educação financeira na infância faz com que os jovens fiquem facilmente endividados e irresponsáveis em relação às primeiras finanças. Em virtude disso, inúmeras potencialidades empreendedoras são perdidas no país. Nesse contexto, segundo o sociólogo Émile Durkhein, a sociedade deveria funcionar de maneira análoga a um organismo biológico, no qual as partes interagem harmonicamente entre si. Entretanto, nota-se que o país ainda está distante dessa realidade, visto que a falta de conhecimentos financeiros dificulta a integração e o desenvolvimento profissional do jovem nesse corpo social. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.

Portanto, providências devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas que, por meio da inserção da educação financeira como disciplina obrigatória, possua como finalidade aperfeiçoar o desenvolvimento profissional dos jovens. Assim, essa ação deverá ser realizada no currículo do ensino médio para possibilitar a concretização de transformações desejáveis na realidade brasileira.