A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/01/2021

Durante a Terceira Revolução Industrial, em meados do século XX, houve um grande avanço na modernização da indústria. Nesse contexto, através das inovações tecnológicas e da mídia, criou-se um forte incentivo ao consumo, porém sem estratégias econômicas. Hodiernamente, percebe-se que as condutas da Revolução Informacional ainda são exercidas e que a educação financeira é pouco praticada pela população brasileira. Assim, entre os fatores que contribuem para solidificar esse quadro, destacam-se a má administração monetária, bem como o consumismo.

Decerto, a ausência de um planejamento dos custos e ganhos capitais contribui para o cenário supracitado. Sob tal ótica, a jornalista Nathalia Arcuri, em sua palestra “O poder do não e o dinheiro”, relata como a psicologia econômica é importante para a boa administração financeira e a relevância de se planejar economicamente. Todavia, é notável que a realidade tupiniquim é marcada pelo acesso restrito à tais informações e, consequentemente, muitas pessoas tornam-se inadimplentes. Diante disso, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito, cerca de 62,6 milhões de brasileiros terminaram 2018 com alguma conta atrasada. Logo, fica claro que a falta de uma boa administração monetária impede que o quadro financeiro dos cidadãos fique equilibrado.

Outrossim, o consumo exacerbado -fruto do descontrole e da baixa instrução acerca do dinheiro- é uma consequência da ausência de organização econômica. De maneira análoga a esse cenário, a série literária “Shopaholic”, da autora britânica Sophie Kinsella, aborda a vida de Rebecca Bloom, uma jornalista de revista financeira, mas que, paradoxalmente, é uma compradora compulsiva. Semelhante ao ambiente ficcional, assim como a protagonista da trama era consumista, diversos indivíduos possuem essa prática no Brasil. Dessa forma, fica claro que os valores da Revolução Informacional ainda estão intrínsecos e que medidas em prol melhorias na administração do capital são necessárias.

Destarte, frente a provectos fatores ligados ao mau planejamento e aos padrões de consumo, a educação financeira, ainda ausente, faz-se essencial no solo brasileiro. Portanto, o Ministério da Educação, instância máxima nos aspectos ligados à educação, deve adotar estratégias no tocante a melhorar o planejamento monetário dos cidadãos. Essa ação pode ser feita por meio de cursos e de palestras de alcance nacional, que informem maneiras de lidar com os recursos financeiros e formas de evitar dívidas, a fim de instruir o corpo social e estabelecer um ambiente economicamente estável. Ademais, cabe aos recursos midiáticos, desenvolver campanhas publicitárias que incentivem compras conscientes, com o fito de reduzir o consumismo. Somente assim, a realidade apresentada por Nathalia Arcuri será visível e a educação financeira estabelecida.