A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/01/2021

No artigo 205 da Constituição de 1988 é assegurado que todos os cidadãos brasileiros possuem o direito à educação, que se torna um dever do Estado de promovê-lo. Entretando, percebe-se que nem toda a população usufrui desse direito, principalmente no que tange a educação financeira. Isso ocorre devido à negligência governamental, que não promove medidas públicas efetivas, e pela falta de consciência do povo sobre a necessidade da educação financeira. Assim, torna-se imprescindível a discussão dessa problemática, que se torna um desafio não só para o Poder público, mas também para toda a sociedade.

Em primeiro lugar, pode-se afirmar que a inoperância governamental é um contribuinte para a ausência de educação financeira na vida dos cidadãos. De acordo com o filósofo contratualista John Locke, essa configuração é uma violação no ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre com seu dever de garantir educação à sociedade. Dessa forma, essa insuficiência de ações governamentais, como a falta de investimentos na área da educação, especialmente na educação financeira  resulta na manutenção de uma população que não tem conhecimento de como usar seu próprio dinheiro, porque não possuem instruções financeiras, e evidencia a necessidade de intervenções estatais nesse setor social.

Outrossim, é valido ressaltar a insuficiência de consciência econômica da sociedade como um dos impasses dessa questão. Segundo pesquisas do IBOPE, apenas 20% da população brasileira foi educada financeiramente quando criança. Visto isso, é notório que essa falta de instrução financeira dos indivíduos desde seus primeiros anos de vida acentua a dificuldade que eles podem ter como adultos, e,  por conseguinte, isso pode aumentar o número de cidadãos brasileiros inadimplentes. Logo é importante superar esses desafios a fim de impedir a manutenção dos imbróglios da educação financeira.

Portanto, fica claro a substancialidade de ir de encontro aos impasses políticos e sociais que contribuem com a perpetuação da falta de educação financeira. Para isso, o Ministério da Educação, por intermédio de subsídios arrecadados de impostos, destinados à criação de projetos de educação financeira, deve promover essas atividades pedagógicas para alunos de escolas públicas, com o acompanhamento de educadores financeiros, tendo o intuito de orientar os estudantes como consumir conscientemente e como ter controle de seu próprio dinheiro, resultando em adultos instruídos e menos inadimplentes. Somente assim, o que é previsto no artigo 205 da Constituição será cumprido.