A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 09/02/2021
No convívio social brasileiro, a educação financeira é flagrantemente primordial para a superação da crise econômica e para o estimulo de novas práticas de gestão de recursos. Essa realidade emergente exige uma atuação contundente do poder público e da sociedade civil no intuito de superar a crise e de incentivar novas práticas de aplicação monetária.
Indubitavelmente, o Brasil enfrenta um panorama dramático de instabilidade econômica. Prova disso é que, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), mais de 60 milhões de brasileiro estão endividados. Isso se deve à uma parca atuação governamental na divulgação de informes que elucidem métodos de racionalização das finanças — o que corrobora um comportamento social falho de gastos com supéfluos e com endividamento com cartão de crédito, por exemplo. Além disso, a improbidade do poder público no ensino financeiro desestimula o surgimentos de atividades empreendedoras, as quais podem gerar emprego e renda, bem como não cria uma consciência de economia previdenciária, fato que endossa o déficit da previdência social no Brasil.
Ademais, o paradigma social problemático de endividamento por gastos desnecessários é repercutido pelo parco ensino de educação financeira nas escolas, o qual é previsto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Tal realidade preocupante desarticula uma consciência financeira em detrimento de um ensino muito conteudístico e também não influencia novas atitudes, a exemplo do empreendedorismo.
Urge, portanto, que o Governo Federal, em parceria com bancos privados, estimule a utilização racional de finanças, mediante uma realocação de recursos para informes nas redes socias — feitos por influenciadores digitais da área de finanças — que abordem estratégias de economia, formas de pensar no futuro financeiro, a exemplo da previdencia privada, e o empreendedorismo, a fim de superar a crise financeira. Vale ressaltar que famílias e escolas devem atuar em conjunto para criar uma consciência financeira, a fim de estimular novas práticas de uso do dinheiro.