A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/02/2021

Na obra ¨Utopia¨, do escritor inglês Thomas More, é idealizada uma socedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Conquanto, o que se observa no panorama contemporâneo é o oposto do que prega o autor, uma vez que a educação financeira ainda apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário alarmante é fruto tanto da negligência governamental, quanto do descaso familiar sobre a importância do assunto . Dessa maneira, medidas mais arrojadas do Poder Público e da sociedade civil são essenciais para solucionar essa problemática.

Em primeira análise, é imprescindível pontuar a carência de medidas governamentais para combater a escassez de debates nas instuições escolares a cerca da  importância da educação financeira. De acordo com um estudo da Organização para a Cooperação e desenvolvimento(OCDE), feito com 15 países, o Brasil ocupa a última colocação, com o pior índice de ensino sobre gestão financeira básica nas escolas. Isso é negativo, pois sem o devido aprendizado sobre como gerir o dinheiro desde cedo, os jovens quando passam para a fase adulta e, precisam administrar seu capital, acabam não conseguindo exercer o devido controle financeiro, deixando de pagar uma conta, por exemplo, o que gera graves consequências como, ter seu CPF negativado e ser impossibilitado de muitas transações comerciais. Desse modo, faz-se mister uma urgente mudança na postura estatal para reverter o quadro lastimável.

Ademais, é fulcral pontuar a displicência familiar como impulsinonadora da má gestão do dinheiro na sociedade atual. Nesse contexto, a falta de debates contínuos sobre o assunto no ambiente familiar com o objetivo de educar os filhos sobre a importância do planejamento financeiro gera uma concepção errônea no pensamento dos jovens, a de que saber controlar seu capital é algo irrelevante na vida. Tal fenômeno pode ser associado aos estudos do sociólogo alemão Émille Durkhein, em que o  indivíduo é construído socialmente a partir de suas experiências e aprendizados até a fase adulta. Logo, é inaceitável que a falta de diálogo familiar sobre educação financeira siga prejudicando o futuro do país.

Destarte, é notório que medidas mais arrojadas são importantes para a construção de uma sociedade mais educada em termos financeiros. Para isso, o Governo Federal, por meio do Tribunal de Contas da União, deve disponibilizar mais verbas com o intuito de promoverem mais palestras e cursos em escolas públicas e privadas, sobre a importância do ensino de gestão financeira, contando com o auxílio de profissionais no assunto, como economistas, com o fito de capacitarem professores e, assim, ensinarem desde cedo nas escolas como gerir de forma equilibrada e saudável o dinheiro. Com isso, além de atenuar os danos da má gestão do capital,  a sociedade utópica de More poderia ser alcançada.