A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 19/03/2021
No início do ano de 2020, o ensino financeiro passou a integrar a Base Nacional Comum Curricular, documento que guia a educação. Contudo, os caminhos para implementá-lo ainda é longo. Pois, para isso, é preciso entender a importância dele no meio social e os problemas de sua ausência.
Em primeiro lugar, surge a necessidade de compreender a relevância do ensino de finanças. Acontece que, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor revelou um endividamento de 66% dos consumidores brasileiros. Diante desse cenário, é notório a falta de organização da sociedade com a renda. Isso ocorre devido a um baixo conhecimento técnico em conceitos da economia, como juros, cartão de crédito e inflação. Logo, mostra-se necessário efetivar tais conhecimentos nas pessoas.
Ademais, a falta de um ensino financeiro põe em risco a qualidade de vida do cidadão. Uma vez que, a ignorância dele sobre o tema abre uma porta de oportunidades para a exploração. Nesse contexto, o mercado e o marketing aproveita para oferecer parcelamentos e créditos bastante atrativos. Assim, estimula o indivíduo a agir de forma compulsiva, a comprometer as próximas rendas e o bem-estar.
Portanto, evidencia-se a necessidade de implementar efetivamente a educação financeira na vida das pessoas. Por isso, as escolas devem incentivar o ensino financeiro em todos os âmbitos, com atividades extracurriculares, a fim de atentar os pais e as crianças sobre o tema, ajudá-los a terem responsabilidade fiscal e mitigar o consumismo. Além disso, o Ministério da Economia junto com o Ministério da Comunicação podem criar propagandas informativas para alertar a população sobre o funcionamento de conceitos, como juros, parcelamentos e inflação, com o objetivo de evitar o endividamento em massa. Desse modo, os parâmetros do BNCC serão cumpridos e o bem-estar da população garantido.