A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 31/03/2021
O filme “Até que a Sorte nos Separe” conta a história de um casal que consegue ganhar na loteria duas vezes, mas em decorrência da falta de planejamento e controle financista, acaba perdendo tudo. De maneira análoga à ficção, observa-se a configuração de problemas relacionados à educação financeira na vida dos cidadãos, conduzidos, sobretudo, pela insciência acerca de sua importância e pelo descaso estatal.
A priori, convém ressaltar que embora muitas famílias possuam condições de ter uma vida monetariamente estável, muitas vezes, pela falta de organização e imposição de limites no que refere ao gasto desnecessário, elas não conseguem alcançar tal condição. Nesse prisma, como o filósofo Émile Durkheim já afirmava, “o individuo só poderá agir na medida que conhecer e compreender o contexto no qual está inserido”. Dessa forma, o desconhecimento acerca da relevância da disciplina financeira corrobora o desinteresse da população no que se refere à temática.
Ademais, apesar do direito a todas as formas de educação incluindo a financeira está previsto na Constituição Federal de 1988, é evidente a insuficiência governamental no que diz respeito ao cumprimento da Carta Magna. Nesse viés, segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) em 2015, o Brasil ocupa a pior posição entre as 17 nações avaliadas no quesito analfabetismo financeiro. Desse modo, de acordo com Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Logo, diante do exposto, é notória a necessidade de ações estatais que revertam tal conjuntura.
Portanto, cabe ao governo federal promover campanhas publicitárias, por meio de recursos midiáticos, como a televisão e as redes sociais. Assim sendo, tais campanhas devem ressaltar e explicar em uma linguagem adaptada ao público leigo, a importância da educação monetária na vida das pessoas. Outrossim, essas articulações, devem, ainda, expor as consequências reais do descuido financista, tendo como objetivo resolver os problemas relacionados a educação financeira no Brasil. Em suma, o problema seria resolvido de maneira eficaz e democrática, contribuindo, assim, para que o contexto retratado no filme “Até que a Sorte nos Separe” não fosse refletido na nação.