A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 07/04/2021

Carta Magna brasileira, a Constituição Federal de 1988 assegura o acesso à educação como direito de todos. Contudo, percebe-se que não há o cumprimento pragmático dessa garantia, principalmente no que diz respeito à educação financeira no ambiente escolar. Com efeito, é imprescindível destacar o aspecto sociocultural e a insuficiência estatal como pilares fundamentais da chaga.

Em primeira análise, é inquestionável a influência da sociedade como impulsionador do problema. Nesse sentido, destaca-se o pensamento da filósofa francesa Simone de Beauvoir ao concluir que, “o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação pode ser facilmente aplicada a incapacidade do brasileiro em saber lidar com o dinheiro, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Paralelo a isso, é cabível pontuar que a ineficiência estatal corrobora com a persistência do impasse. Por esse viés, segundo Aristóteles, filósofo grego, a política tem como função preservar a integração entre os indivíduos da sociedade. Todavia, isso não acontece no brasil, já que o Estado não cumpre sua função de garantir a educação financeira nas escolas, afetando diretamente no aumento da inadimplência, tendo em vista que a maioria dos cidadãos não possuem o hábito de administrar corretamente às suas finanças.

Portanto, há uma necessidade de combater esses obstáculos. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação, responsável pela criação de políticas públicas no campo educacional, promover a implementação da educação financeira nas escolas, por intermédio da base nacional comum curricular, com o propósito de ensinar aos brasileiros como gerir de maneira saudável o seu próprio dinheiro. Dessa forma, se fará possível a construção de uma sociedade na qual a Constituição é respeitada.