A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/04/2021

No cenário atual, muito se discute sobre alternativas para o enfretamento dos problemas econômicos e sociais que assolam o mundo, sobretudo nos países menos desenvolvidos. Dessa forma, temas, como a educação financeira, têm ganhado relevância, já que influenciam diretamente na formação de cidadãos conscientes e, por conseguinte, na redução das desigualdades sociais.

Sem dúvidas, quando se pensa em uma sociedade justa e equilibrada, logo vem à mente a educação, direito social reconhecido constitucionalmente e essencial na formação de qualquer cidadão de bem. E um dos grandes desafios atuais é ajustar a educação nas escolas à realidade social. Tanto que, em 2010, o governo federal implementou a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), uma política pública para fomentar o ensino de educação financeira e, a partir do início de 2020, toda escola brasileira passou a tratar do tema no ensino Infantil e Fundamental, para que crianças e jovens aprendam, de forma didática, a importância do controle dos próprios impulsos consumistas e inconscientes.

Cabe ressaltar que o estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2015 mostra que mais da metade dos jovens brasileiros de 15 anos não tem conhecimentos básicos sobre como lidar com dinheiro cotidianamente. Isso é preocupante e reflete diretamente na realidade do país, já que a falta de educação financeira gera cidadãos inconscientes e consumistas e, na maioria dos casos, a dificuldade financeira acaba levando muitos à criminalidade.

Ademais, o equilibrio financeiro reflete diretamente na qualidade de vida, tanto que grande parte das doenças estão ligadas ao estresse decorrente de dívidas. Daí a importancia da formação de pessoas conscientes, que aprendam a controlar os impulsos consumistas, e que, consequentemente, vivam mais e melhor.

Isso posto e tendo em vista que a educação financeira influencia diretamente na realidade econômica e social do país, essa deve ser prioridade dos entes públicos, no sentido de aprimorar a sua inserção nas escolas, de forma didática, para que crianças e jovens aprendam, desde cedo, a importância do controle dos gastos e do equilibrio fincanceiro, na construção de uma trajetória de sucesso.