A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 13/04/2021
Carta Magna brasileira, a Constituição Federal de 1988 assegura o acesso à educação como direito de todos. Contudo, percebe-se que não há o cumprimento pragmático dessa garantia, principalmente no que diz respeito à educação financeira. Logo, é imprescindível apontar a falta de debate e a omissão governamental como pilares do impasse.
Em primeira análise, é inquestionável que a inexistência de diálogo sobre o uso inteligente do dinheiro impulsiona o problema, visto que a sociedade passa a desconhecer os mecanismos para que haja sua utilização de maneira correta. A esse respeito, comprova-se tal premissa, uma vez que, já relatava Jean Piaget, biólogo suíço, que a discussão permite o desenvolvimento do pensamento. Por esse viés, é nítido que a fomentação de informações relacionadas à organização e conscientização das finanças permitiria um melhor esclarecimento para a população e, consequentemente, atuaria na diminuição do número de endividados. Assim, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Paralelo a isso, é cabível destacar que a insuficiência do Estado em garantir o ensino financeiro perpetua a problemática. Nesse contexto, para Paulo Freire, educador brasileiro, a educação tem um poder de transformação na vida do indivíduo. Partindo desse pressuposto, a decadência do ensino público e a lacuna de conhecimento acerca de tal questão prejudica primordialmente às pessoas de baixa renda, tendo em vista que o acesso à informação é extremamente dificultoso. Destarte, é evidente que essa lastimável situação precisa mudar.
Portanto, há uma necessidade de combater esses obstáculos. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação, responsável pela criação de políticas públicas no campo educacional, promover a implementação da educação financeira nas escolas, por intermédio da base nacional comum curricular, com o propósito de ensinar aos brasileiros como gerir de maneira saudável o seu próprio dinheiro. Dessa forma, se fará possível a construção de uma sociedade na qual a Constituição é respeitada.