A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 17/04/2021

No trecho ‘‘A minha felicidade é um crediário nas casas bahia’’, da canção da banda Mamonas Assassinas, é retratada a realidade da falta de planejamento financeiro do cidadão brasileiro médio. Nesse sentido, a narrativa revela a falta de educação financeira na vida do brasileiro para lidar bem com o dinheiro. Fora da representação artística, fica claro que a realidade apresentada na música pode ser relacionada àquela do século XXI, não só devido à falta de uma educação financeira nas escolas, como também ao grande número de inadimplentes

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o déficit educacional no quesito das finanças, onde, vê-se que, o ensino básico público sobre economia é ineficiente. É fulcral apontar que, era previsto na BNCC, Base Nacional Comum Curricular que, até 2020, que haveria ensino transversal sobre educação financeira. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos disfrutem plenamente de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país

Ademais, é fundamental apontar o grande número de brasileiros com nome sujo. De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito, 62,6 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em 2018. Diante de tal exposto, o que se observa é a grande falta de informação e consciência de consumo, o que culmina em desigualdade e desequilíbrio, fazendo com que os pobres, fiquem cada vez mais pobres. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio do Ministério da Educação faça a efetivação da inserção de uma disciplina específica sobre educação financeira nas instituições de ensino, e promova palestras sobre o tema nas escolas com pais e alunos a fim de que, desde cedo, os indivíduos desenvolvam consciência de consumo e que seja amenizado o impacto desse infortúnio nas famílias. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente economicamente o Estado desempenha corretamente seu ‘‘contrato social’’ tal como afirma John Locke