A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 28/04/2021
“Oi, meu nome é Bettina, tenho 22 anos e um milhão e 42 mil de patrimônio acumulado.” A frase dita por Bettina Rudolph, usada em um comercial da empresa “Empiricus”, que vende cursos de investimentos, posteriormente foi multada em 60 mil reais por propaganda enganosa. Nesse sentido, é visível como pessoas sem educação financeira podem cair em golpes que tentam vender fórmulas para ganhar dinheiro fácil. Esse cenário antagônico é fruto tanto negligência estatal, quanto da desigualdade social.
Em primeiro lugar, a negligência estatal mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Segundo o pensador inglês Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, que não fiscalizam a veracidade desses métodos vendidos, pessoas são prejudicadas.
Em segundo lugar, é imperativo ressaltar a desigualdade social como promotor do problema. De acordo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 10% dos brasileiros concentram 75% da riqueza. Nessa perspectiva, torna-se evidente como a ausência de educação financeira pode agravar essa desigualdade, uma vez que, sem esse tipo de ensino, torna-se mais difícil para um indivíduo ascender socialmente.
Portanto, pode-se inferir que a importância da educação financeira na vida do cidadão é um tema relevante e que carece de soluções. Desse modo, o Ministério da Economia, órgão responsável pela política econômica nacional, deve promover a criação de cursos relativos a finanças, com professores, economistas e representantes da sociedade civil, por meio de escolas de fácil acesso e outras instituições de ensino. Espera-se, com isso, o bem-estar de todos e evitar que casos de propagandas enganosas como o da empresa “Empiricus” ocorram.