A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/05/2021

Durante a Segunda Geração do Modernismo, Manuel Bandeira publicou o poema “Vou-me Embora pra Pasárgada”, que revelava inquietação, insatisfação e a não aceitação da realidade vivida. Na contemporaneidade, é relevante retomar essa postura ativa uma vez que a necessidade da educação financeira na vida do cidadão brasileiro persiste atrelada a realidade do país, seja pelo mal controle de gastos, seja pelo consumismo.

Em primeira análise, vale destacar que a Constituição de 1988 garante direitos igualitários a todos os cidadãos. Entretanto, o que se observa é a violação desses no atual cenário nacional, haja vista o mal controle de gastos, sendo consequência da falta de orientações financeiras. Tais ensinamentos podem ser adquiridos principalmente por meio de cursos independentes,  que não são acessíveis para grande parte da população.

Outrossim, é imprescindível salientar que o consumismo está diretamente relacionado a necessidade de uma educação monetária, haja vista que estar consumindo exageradamente, é o que torna uma pessoa endividada. Uma situação como esta, pode ser facilmente contornada caso a pessoa possua um fundo de emergência, que é um tópico geralmente discutido em cursos e aulas sobre economia e gestão de renda.

Portanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, elaborar políticas publicas que visam estabelecer uma educação financeira na vida do cidadão brasileiro. Isso pode ser feito por meio da implantação de conteúdos sobre finanças e economias no currículo escolar, tanto do Ensino Fundamental, quanto do Ensino Médio. Além disso, deve-se ministrar palestras em escolas, praças e empresas mostrando que uma boa gestão é necessária para uma vida harmônica. Desse modo, a sociedade brasileira será fraterna e livre das adversidades que atentam contra a dignidade humana.