A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 11/05/2021

O Brasil fechou o ano de 2020 com 66,3% da população endividada, e, 25% das famílias como inadimplentes. A dívida é um problema estrutural do povo brasileiro, o país ser a maior dívida físcal da América Latina é a prova de que a inadimplência não é um problema exclusivo de uma parte da população, mas se tornou quase parte da cultura e reflete no governo. A educação financeira na vida do cidadão é uma maneira de previnir o crescimento desses números, e, conscientizar a população de que a inadimplência é um problema sério que não compor a rotina.

Em primeira análise, as dívidas passaram a ser tratadas como algo normal e que fazem parte da vida de todo mundo, entretanto, não deveria ser assim. Esse problema começa em casa, quando as crianças olham para os seus pais, seus maiores exemplos, e enxergam pessoas indiferentes às suas dívidas.

O problema continua quando o mercado no Brasil é colocado em observação. O parcelamento na hora das compras se tornou um hábito de parte da população brasileira. De acordo com Indra, 62% dos brasileiros com cartão de crédito optam por parcelar suas compras, isso alimenta a falta de noção de gasto das pessoas. Acostumados a parcelarem, e, com isso, terem limite sobrando no cartão, as pessoas tem a ilusão de que ainda podem comprar e se esquecem de que para gastar é preciso ter uma segurança financeira, essa atitude de má administração das finanças resulta nas dívidas.

Mais um problema enfrentado pelos brasileiros que resulta no acúmulo de dívidas, é o consumismo. Comprar muito além do necessário é o assunto tratado no documentário “Minimalism: A Documentary About the Important Things”, do diretor Matt D’Avella. Nesse projeto, algumas pessoas compartilham suas experiências com o minimalismo, ideologia que defende viver somente com o necessário, sem excessos. Um relato comum de todas as testemunhas do documentário é de como a prática de consumir além do necessário, alimenta a fome pelo consumo e leva as pessoas a um ciclo vicioso de compras desnecessárias, mesmo que para efetuá-las seja necessário se endividar.

Combater dados ruins, como os apresentados no início do texto, é fácil, quando o assunto é tratado com a devida importância; para isso, o ministério da economia deve promover anúncios publicitários e propagandas que conscientizem a população do problema que é o número de pessoas endividadas, e que está acima do normal. Outra maneira de combater o problema da má administração das finanças é, através das escolas e dos sistemas de ensino, expandir as aulas de educação financeira, tratando-as com mais seriedade e importância, levando a compreensão de que os jovens de hoje são os adultos de amanhã. Os pais que já possuem uma consciência de gasto, tem como dever, educar seus filhos através de mesadas, ou planos que de limite de gastos, que, passem essa consciência para frente.