A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/05/2021

“Se comprares aquilo de que não careces, não tardarás a vender o que te é necessário.” A frase do diplomata norte-americano Benjamin Franklin exemplifica bem uma consequência da falta de educação financeira. Ela, seria a perda de bens necessários ao esbanjar dinheiro com futilidade.

Por volta de 1983, em Salvador, Antônio Domingos ganhou na loteria, algo que durou aproximadamente cinco anos, já que usou sua fortuna em hotéis de luxo, restaurantes caros e principalmente com mulheres. Segundo ele, sua quantia era tanta que parecia não ter como acabar, mas devido a imaturidade da época e falta de controle de gastos, perdeu tudo, ficando sem onde morar.

Na Crise de 2008, que aconteceu nos Estados Unidos, ocorreu a flexibilização de critérios para a obtenção de empréstimos, algo que milhares de americanos aproveitaram para financiar suas casas. Entretanto, uma bolha imobiliária foi causada e para conter a inflação, a taxa de juros aumentou. A partir daí, a maioria não conseguiu arcar com as suas dívidas, causando inadimplência em massa.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em 2018, 46% dos brasileiros não controlam seu orçamento, 21% confiam na própria memória para gerir os recursos financeiros. Conforme  pesquisadores e economistas da CNDL e SPC Brasil, para manter a estabilidade financeira é necessário organização, independente do meio utilizado para anotar as despesas.

Analisando o exposto, é possível ver a falta da administração de gastos, algo que se ensinado pode ser evitado. A implementação da educação financeira na grade curricular escolar e de projetos sobre finanças pelo governo são essenciais. A conscientização através de programas televisivos sobre consequências de consumo desnecessários excessivos também é importante, isso para que todos estejam conceituados sobre possíveis efeitos e se preparem para qualquer imprevisto.