A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 22/05/2021
O livro “Quincas Borba”, de Machado de Assis, conta a estória de Rubião, um enfermeiro e amigo do filósofo Quincas Borba, que morre e deixa toda sua fortuna para o enfermeiro. Ao longo da trama, Rubião utiliza sua herança de forma a manter gastos muito excessivos, assim, ele vai a falência. Assim como na ficção, nota-se a necessidade da educação financeira em prol de uma autonomia monetária na vida do cidadão brasileiro. Logo, cabe analisar os valores culturais e a falta de acesso à educação financeira.
Em primeira análise, os valores culturais vigentes no Brasil prejudicam à melhora do quadro exposto. Nesse sentido, os valores perpetuados no Brasil, como o ato de comprar e estocar alimentos no início de cada mês, empecilham o desenvolvimento da educação financeira. Ainda, segundo pesquisas do Banco Mundial, apenas 3,6% dos brasileiros economizam pensando no futuro. Ou seja, através de valores desse tipo, as pessoas gastam a maior parte de seu salário no início do mês, sem que haja a preparação para qualquer tipo de imprevisto futuro.
Ademais, a falta de acesso à educação financeira é, indubitavelmente, o principal causador do problema. A carência desse acesso teceu um cenário no qual o brasileiro não sabe administrar o próprio dinheiro, pois nunca foi ensinado. Além disso, a obrigatoriedade tardia da inclusão da educação financeira como matéria obrigatória no componente curricular não resolve o problema para a população adulta, visto que já foram afetados. Portanto, assim como em Quincas Borba, no tocante à estória de vida de Ruibião, o acesso à educação financeira teria mudado o rumo da vida de muitos cidadãos brasileiros.
Em síntese, para que a população brasileira atinja um maior nível de autonomia financeira, é dever do Ministério da Educação, juntamente do Ministério da Economia, tomar medidas para a solução das mazelas, através da criação de programas televisivos que ensinem sobre finanças e educação financeira para a população.